
Como se exibisse seus ensinamentos aprendidos na Escola Acadêmica de Coreografia de Moscou, tratou de adentrar pelas pontas dos pés em seu apartamento (momentos de aperto descobrimos dotes impensáveis), ele nunca tinha ido a Moscou, muito menos feito balé... (mais…)

Como somos pequenos diante de toda essa plenitude infinita. Pequenos em tamanhos e minúsculos em compreensão. Sim, porque pra compreender é preciso aceitar o inaceitável, corrigir o incorrigível, praticar o impraticável, neutralizar o indigesto e ver beleza na feiúra. (mais…)

A rua que passo com frequência me rogou uma peça; me fez a tua imagem surgir inesperadamente.
Sorri sozinha, em uma espécie de frenesi mudo. Você passou apressadamente, com alguns agasalhos te protegendo do frio incessante e do vento da moto, coisa de gente louca. Andar de moto nesse frio confuso de uma primavera aparentemente sem sol. (mais…)

As pessoas precisam se comparar às outras; se faz necessário quando se deixa escapar uma oportunidade promissora de fazer sorrir. (mais…)

Aos olhos do mundo, uma pessoa com fala mansa, educadora, motivacional. Aos olhos dela, uma pessoa que se esforçava em ser o que dizia de si mesmo. (mais…)

Quando há interesse na balada: Troca de olhares, posicionamento estratégico ao bar, apresentação formal e muito improviso. (mais…)

Meia noite abandono o alvoroço dos aposentos mundanos e me arrasto para meu apartamento. Rompo o silêncio fidedigno dessa atmosfera de trevas e ar rarefeito. O silêncio, porém, era traduzido em uma comunicação inseparável entre a geladeira e a máquina de lavar que agora cochichavam com a televisão que acabei de ligar. (mais…)

Me olhei no espelho hoje pela manhã de uma forma diferente das outras manhãs. A última olhada de 2011? Claro que não! Mas a última manhã de 2011 (já viu libriano se desquitando de um espelho?). (mais…)

Ele vivia afoito e como tal seguiu seu passo apressado e partiu ignorando as mudanças drásticas de seu corpo.
Foi-se embora antes mesmo de precisar do meu braço como apoio para se reerguer da poltrona... (mais…)

O problema da dispersão masculina é provocar a culpa na mulher. Transar e sumir sem deixar sequer um “post it” no painel da cama dizendo se foi “bom ou não” não é legal... Homens que fazem isso degeneram qualquer organismo sentimental puro e imaculado. (mais…)