
Aprendendo a se desconhecer
Se para o amor existe uma escola onde poucos atrevem a freqüentar a sala de aula, na amizade existe uma atração imediatista, bem mais curta que um curso de férias aos sábados... Transborda uma vida pequena que afirmo ser pequena em equação com a vastidão do nosso universo. (mais…)

Aposentos ambíguos
Na solidão prazerosa e barulhenta dos meus movimentos encarcerados dentro da minha casa, eu descubro um novo aposento. (mais…)

Paradoxo em moldura
Mesmo se isso fosse possível, não precisaríamos de som para ouvir as fotografias, basta olhar as expressões para sorrir simultaneamente com as imagens...
No entanto, a melancolia nos arrebata inexoravelmente e - velozmente - voltamos ao estado amórfico do exercício literalmente palpável de estar ali, de pé, congelado por aquele breve momento.
Eis a diferença crucial entre um sorriso atual e uma fotografia; sempre haverá um esforço contínuo e árduo para preservar o sorriso de hoje e transformá-lo - quem sabe - na perpetuação de uma fotografia. Fotografias; Deuses onipotentes com sua superação incontestável diante da nossa fragilidade e da nossa busca tola em confrontar uma imagem com uma realidade. Não existe este tipo de duelo! A vitória é eminente e por vezes indolente.
Somos o que somos de acordo com as recordações que colecionamos. Nossa vida é uma expansiva coleção de figurinhas cuja infelicidade – para muitos - é simplesmente completar o álbum.Será que é assim mesmo? Vivemos a crescer e só? Mais nada?
Algumas perguntas se silenciam com outras perguntas, só para o tempo passar e outra indagação surgir.
Vida sem foto não é vida. É preciso registrar para depois recordar, é bem mais prático ver do que buscar a memória pela imaginação.
Vivemos de momentos e os momentos sobrevivem pelas imagens. Já tentou contabilizar quantos flashes ofuscaram sua retina ao longo da sua vida? Quantas poses você fez? Quantas vezes você pediu pra repetir a mesma foto porque saiu gorda ou com os olhos fechados?
E as fotos que você rasgou depois do ser supremo (vulgo tempo) reafirmar a sua verdade?
Fotos rasgadas. Fotos arrependidas. Fotos guardadas por vergonha. Fotos exibidas por orgulho. Fotos expostas por neutralidade ou por falta do próprio esquecimento delas. Fotos imunes a inveja e muito bem guardadas dentro do armário... Fotos com segundas intenções.
Fotos que hoje são sentidas sem sentimento algum. Fotos de um passado que nos dá vontade de voltar e de um passado que nos dá conteúdo para aprender e para ensinar...
Fotos, fotos e fotos...
Antítese paradoxal de uma infindável galeria.... Galeria de fotos.

Amores e dissabores
Sim, quer dizer não! Não vou iniciar esse texto dizendo não... O “não” é uma palavra que me remete a rejeição, a repulsa, a recusa, ao afastamento... Muito embora eu esteja sentindo tudo isso dentro de um liquidificador. Tudo junto e misturado, tudo palpitando aqui dentro. (mais…)

Amor em braile
Amor em braile
Injetamos dentro de nós uma filosofia pessimista e errônea em torno do que se sente quando se ama, ou, melhor dizendo, de como se sente quando se ama... O medo surge como um playback ecoando nos cantos arredondados do nosso cérebro. (mais…)

Abraços com laços
Ao perseguir um abraço lutamos pela sobrevivência da carência e afugentamos nosso medo de permanecer só. (mais…)

A teoria do homem ideal
Toda mulher solteira a procura é míope...
A maioria.
E todo homem solteiro que investe é previsível.
Um fato. (mais…)

A sutil leveza de uma ilusão
Encantar, vislumbrar, conquistar
Nosso coração passional e irracional
Só nós remete a idolatrar...
Criando versos em vão para a tão temida ilusão (mais…)

Desaprendemos a esperar
De alma anestesiada e coração gelado, cancerianos, virginianos, librianos (sim, librianos), taurinos, aquarianos e todo o universo astral, paradoxal, bilateral, dimensional e principalmente consensual, perambulam no que eu chamo de “estranha harmonia satisfatória imediata”. (mais…)

Sociedade anti-sofá
Em face da nossa teimosia em brincar de “esconde-esconde” com as nossas realidades, a gente se sabota, se adultera e se contamina em uma auto colonização equivocada de nós mesmos. (mais…)
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