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Suicidas indiretos

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28abril 2019
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Suicidas indiretos

O silêncio soa como um universo paralelo ao nosso; está ali, aqui, em qualquer mísero espaço entre uma partícula de O2 e um átomo.

  Apreciá-lo não precisa de convite, basta fazer algo simples e que todos nós temos homérica dificuldade: Calar-se.   Desaprendemos a simplesmente respirar e ficar quieto ao mesmo tempo; todo mundo clama por uma fala, seja para mostrar seu entendimento, seja para ser participativo ou para se fazer necessário.   É uma era onde todos suplicam serem necessários, porém, sendo cheios de vazio, estranho, não? Falas inúteis justificando o injustificável.   O mundo ta barulhento mesmo, um barulho sem sentido, não tem harmonia, não é sincopado, nem composição lírica tem... Ta longe de ser algo que lembre uma música.   Mas nesse barulho desafinado, e como resultado dessa equação de sons, dá pra ouvir espelhos se partindo e seus cacos criando um repique no chão. Milhares deles, como se fosse uma chuva torrencial de reflexos partidos em pleno solo.   E o que vemos nos dá uma oportunidade única de reforma íntima: Imagens.   Imagens partidas são egos rachados, deixe de lado sua vaidade desnecessária e preste atenção.   Imagens não tem som, mas tem significado! É uma arte tal qual a Capela Sistina de Michelangelo, a Monalisa de Da Vinci, O Grito de Munch...   Mas de todas, eu fico com a de Francisco Goya: "Saturno devorando um filho". Ela sintetiza o que nós fazemos com a nossa imagem egocentrista e com o silêncio.   Precisamos aprender que muitas vezes vale mais a pena engolir o orgulho em prol do amor do que sofrer por deixá-lo morrer.   Somos todos suicidas indiretos.

03agosto 2018
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Bagagem moral

Se você acredita que essa vida é um estágio para o aprimoramento de vidas seguintes, este texto terá algum sentido. (mais…)

09maio 2018
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Reciclagem moral

Todos nós temos um objetivo similar: Construir uma história, o que poucos se recordam é que não precisamos tentar apagar o passado, basta reeditar o presente. (mais…)

09maio 2018
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A geração contracapa

Sempre vai ter um pra tentar te inferiorizar, pra dizer que teu sonho não vale a pena, que tua vida é pequena.

Sempre vai ter um pra ressaltar tuas falhas, apontar tuas faltas e justificar o dedo na tua cara.

Sempre vai ter um pra dizer que faltou alguma coisa: que faltou coragem, que faltou devoção, que faltou repensar melhor... (mais…)

24abril 2018
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Leitor de catálogos

Por trás das camadas que emergem de insegurança diante de uma situação exposta, sempre há alguém que outrora se importou demais...

As chagas deixam vestígios e se fixa nas entrelinhas de todo um roteiro. Por isso é preciso ler, se empenhar em cada sinônimo, antônimo, adjetivo, vogal, consoante... (mais…)

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