
SUICIDAS INDIRETOS
O silêncio soa como um universo paralelo ao nosso; está ali, aqui, em qualquer mísero espaço entre uma partícula de O2 e um átomo.
Apreciá-lo não precisa de convite, basta fazer algo simples e que todos nós temos homérica dificuldade: Calar-se. Desaprendemos a simplesmente respirar e ficar quieto ao mesmo tempo; todo mundo clama por uma fala, seja para mostrar seu entendimento, seja para ser participativo ou para se fazer necessário. É uma era onde todos suplicam serem necessários, porém, sendo cheios de vazio, estranho, não? Falas inúteis justificando o injustificável. O mundo ta barulhento mesmo, um barulho sem sentido, não tem harmonia, não é sincopado, nem composição lírica tem... Ta longe de ser algo que lembre uma música. Mas nesse barulho desafinado, e como resultado dessa equação de sons, dá pra ouvir espelhos se partindo e seus cacos criando um repique no chão. Milhares deles, como se fosse uma chuva torrencial de reflexos partidos em pleno solo. E o que vemos nos dá uma oportunidade única de reforma íntima: Imagens. Imagens partidas são egos rachados, deixe de lado sua vaidade desnecessária e preste atenção. Imagens não tem som, mas tem significado! É uma arte tal qual a Capela Sistina de Michelangelo, a Monalisa de Da Vinci, O Grito de Munch... Mas de todas, eu fico com a de Francisco Goya: "Saturno devorando um filho". Ela sintetiza o que nós fazemos com a nossa imagem egocentrista e com o silêncio. Precisamos aprender que muitas vezes vale mais a pena engolir o orgulho em prol do amor do que sofrer por deixá-lo morrer. Somos todos suicidas indiretos.
Felicidade e ponto!
Acho a maior graça; pessoas que são felizes por ambição, não por necessidade. É esquisito pensar assim, mas é uma maneira assertiva de roteirizar a felicidade como a própria felicidade, uma beleza esquisita e dissoluta... (mais…)

Eclipse social
Somos incapazes. Incapazes de muitas coisas, dentre elas, de sermos felizes. (mais…)

Somos o que plasmamos
O sucesso ou o fracasso são os subprodutos das nossas atitudes construtivas ou destrutivas, partindo do princípio espiritual (e também psicológico) que ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, e sim, entender que a felicidade dos outros também é a nossa felicidade. Para os presunçosos de plantão; Somos parte de um todo e não o todo de uma parte. Isenta de rótulos, a felicidade se baseia em uma adaptação satisfatória à nossa vida social, além disso, na capacidade que nós temos de nos ajustarmos a essa imensa diversidade de situações vivenciais. - Pensa diferente? Respeite. - Possui incompatibilidades? Tolere. - Age contraditoriamente? Afaste-se. Respeitar. Tolerar. Afastar. Conjugar esses verbos (no tempo certo) nos ajudaria no processo da nossa evolução como pessoas maduras e adultas. Usar a empatia se colocando no lugar do outro "sentindo e pensando como ele" em vez de "pensar a respeito dele" teríamos o comportamento adequado para com os atos e atitudes da pessoa. Respeitar? Tolerar? Afastar? Escolha um e viva sem rugas.
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