Toda pessoa que aparece por aqui fazendo a humanidade pensar só se lasca!
Sócrates. Trouxe ao mundo a filosofia humana, fez a gente refletir, enfrentar e questionar nossos valores, verdades e fundamentos, baseado na argumentação e no diálogo (algo que nos falta até hoje). Foi preso, acusado de corromper a sociedade e desrespeitar os Deuses por práticas inovadoras, morreu envenenado, obrigado a comer uma planta chamada Cicuta.
Pitágoras, grandioso matemático, filósofo e astrônomo, criador do teorema que te tirou o sono nas provas de matemática em tempos de colégio (o quadrado da hipotenusa), morreu num campo de feijão por soldados, acusado de violar os ensinamentos da época.
Lavoisier, pai da química, morreu na guilhotina!
Mahatma Gandhi, um dos maiores ativistas pacíficos do mundo, desenvolveu o método de manifestação não-violento, libertando a Índia do regime colonial inglês, morreu a tiros por líderes políticos.
E claro, não me xingue, deixei por último porque foi o mais foda de todos: Jesus Cristo!
O maior educador, filósofo, pacificador, professor, humanista, salvador, redentor, mestre, dentre muitos outros títulos. Teve seu legado interrompido pendurado numa cruz.
Ainda hoje, ou até hoje, me pego a questionar se realmente levam seus ensinamentos a sério. Nos dias atuais, onde somos abalizados por likes e views pelos “seguidores do aplauso”, talvez se ele aparecesse em algum comercial de aposta on-line de futebol, no paredão do Big Brother ou dançando funk em algum camarote, poderia ter alguma moral.
Por mais utópico, insólito ou distópico que pareça, as pessoas abraçam a estupidez e a imbecilidade do que tem na mídia e se esquecem daquilo que realmente enaltece, transforma, modifica. Nunca foi tão exigido de nós algo tão próximo dos nossos dedos: O autoconhecimento e a reforma íntima, mas a gente prefere o prazer de fugir da dor que a responsabilidade nos impõe.
Aquele que se responsabiliza pelo que é realmente seu, investiga a si mesmo e tem a coragem de mudar e de se adaptar ao que Darwin nos ensinou, mas é mais cômodo e “fascinante” manter a bunda no acolhimento ilusório do sofá ou da poltrona.
A caverna (não a de Platão) é uma fonte inesgotável de prazer e gozo para aqueles que fogem covardemente da luz.
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