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Gôndolas humanas

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25junho 2021
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Gôndolas humanas

Vivemos em gôndolas, e eu explico!   Na acepção da palavra, todo rótulo está associado a um produto e seria loucura fingir que não se vê isso. Tudo se rotula!   Os rótulos também fazem parte de uma outra manobra:   A justificativa! Fracassei porque fulano não me deu oportunidade, ou porque o mundo é injusto comigo. Ah, o cara se deu bem sem ter metade do meu know all porque tem networking ou teve sorte, bla bla bla...   Oras, por que temos o hábito congênito de evidenciar o caos?   Se o cara tem networking é porque é um sujeito bem relacionado, se tem metade do seu conhecimento e está à frente, não foi por sorte, pode ser que você passou anos debruçado em seu conhecimento sem se inovar.   Aliás, o que é sorte pra você? A habilidade de unir a oportunidade com a competência ou de ver o seu horóscopo todas as manhãs no afã de uma reviravolta do destino?   Uma geração mimimi pode ser velha também, não é exclusividade dos mais novos; tem tanto velho por aí criando expectativa em torno do que podem fazer ou não por ele, tanto trintão, quarentão e cinquentão que não sobe mais na árvore pra pegar fruto do pé porque prefere que a fruta caia no próprio pé por pura comodidade ou medo de cair da árvore   As verdadeiras virtudes fogem dos stories e dos tiktoks da vida, elas vivem no anonimato e geralmente são discretas, mas isso não significa fingimento, aliás, o politicamente correto é uma censura descarada de tudo o que falamos, pensamos, escrevemos... Tem muito indivíduo por aí sendo bonzinho por trás de um teclado e um exuzinho quando toma uma fechada no trânsito.   Fato é que hoje todo mundo quer ser tudo um pouco, e por vezes, no sentido de valorização moral, são nada mais nada menos que o muito de nada, todos são receptores, emissores e porta vozes da verdade.   E nessa “era de ofendidos” pisamos em ovos, quer dizer, temos que viver com o freio na língua em uma imensa castração analítica, onde temos que pensar na fragilidade ou no excesso de sensibilidade do outro como se fosse um transtorno social.   Estamos preocupados em sermos tratados como eternas crianças, carentes de atenção e de colo constante, talvez seja por isso que temos tanta dificuldade em receber um não como resposta.   Vivemos em gôndolas, com um temor terrível em ficarmos pra depois como os últimos a sermos vistos ou pior; de apodrecer até que alguém nos pegue e nos ponha no lixo.  

08fevereiro 2019
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Você se aceita ou se maquia?

Como você educa seus valores morais? Você os educa?

Como você potencializa a sua humildade? Ela tem importância para você?

Como você lapida o seu orgulho? Você sobreviveria sem views, sem seguidores e sem likes?

Você tem preguiça de enfrentar seus defeitos? Você os terceiriza?

De fato, há muitas coisas na vida as quais somos impotentes para resolver: O ambiente ao qual fomos criados, perdas não explicadas, abusos não resolvidos, situações humilhantes jogadas debaixo do tapete, eventos do mundo exterior... ... ...

Parabéns! Somos semelhantes, além do hereditarismo, além da moda, além da massa de manobra e com um miasma idêntico a toda espécie: O nosso ego!

O que muda é como você o nutre e onde você o coloca. Para descobrir qual o posto que você o elegeu é simples:

- Ao invés de enchê-lo de maquiagem, esteja com ele de forma construtiva, aceite de boa as espinhas, as rugas, a pele oleosa e o cabelo ao vento.

- Você precisa fazer pose sempre? As vezes é mais sedutor ser espontâneo do que instantâneo.

- Você protege tuas fraquezas criticando a direita ou a esquerda? Adote os conceitos da geometria, uma linha reta é infinita, já pensou a expansão disso?

- Necessidade exagerada em opinar? Como você pretende se simpatizar com a opinião dos outros se você está focado somente em si?

- Muito selfie e pouco self? Lembre-se que o ego é um complexo cujo o núcleo é o self, dê mais selfies em seu self!

- Você precisa de holofote? Veja quanta luz tem dentro de você!

Perceber é tão mais prático do que esconder ou entorpecer. Abandone a síndrome da casta elitizada e perfeita, das fotos impecáveis, dos sorrisos irretocáveis, das proas das lanchas ou das selfies dentro de jatinhos e os ângulos sempre perfeitos.

Enquanto não inventarem um embelezador da vivência humana, seremos todos iguais, com gordurinhas localizadas, olheiras, suor, cabelos rebeldes e insatisfeitos com alguma coisa.

Você já se perguntou alguma vez se seu ego serve para alguma coisa ou se você o serve para algo?

05fevereiro 2019
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Adubos racionais

Em breve, seremos adubos metidos a besta!

Me impressiona a prepotência humana: Irrefutavelmente seremos pó e depois adubo para micro-organismos insignificantes, mas que aguardam pacientemente o dia que passaremos da constelação para a cova.

Constelação porque muitos creem que são maiores (ou mais importantes) que seu corpanzil físico a ponto de acharem legítimo apenas as suas convicções e pensamentos, em uma espécie de grandeza hiperbólica e hedonista.

Palpitam veementemente na vida alheia, estipulam regras, são mestres em arquivar mágoa e relembrar ressentimentos, veteranos egoístas até mesmo em dar passagem no trânsito e mal educados quando esbarram com outro corpanzil, que talvez seja até mais egocêntrico que o dele.

O mundo dos holofotes nunca esteve tão sem luz quanto agora, me refiro a luz da alma, dos valores intangíveis e não das marcas que você usa ou das viagens que você fez (isso é preço).

Preço é coisa de adubo, por isso Deus determinou nossa jornada existencial na matéria como "nascimento, aprendizado e morte" com tanta sapiência.

Já imaginou se fôssemos eternos em nossa ignorância?

 

21agosto 2018
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Transição: um mundo de possibilidades!

Tudo é uma transição, não importa a altimetria, a geografia, nem tampouco o guarda-roupa; algumas a gente passa de camisa e blazer, outras de sneaker e camiseta básica, outras a gente segura na mão de quem sempre faz serão por nós, outras tantas passamos sentados numa sala de espera à espera de um diagnóstico positivo (ou negativo, conforme sua interpretação).

Mas existe algo congênere em meio a tantas formas e cenários de uma transição: a coragem!

A ousadia de enfrentar os aclives e declives, a ousadia de ter que mudar até mesmo de cidade se for o caso e a determinação de endossar e defender as tomadas de decisão, mesmo se tiver que enfiar o dedo na tomada para dar aquela despertada na vida.

Nessa vida eu desejo continuar com duas coisas: Saúde e coragem!

Saúde para enfrentar as intempéries do tempo (climático, biológico e cronológico) e a coragem.

Quero chegar ao final dessa jornada voltando a fita da memória, lembrando que não me faltou coragem para um monte de coisas, como:

- Não me contaminar com minhas sombras e fantasmas. - Romper com uma falsa amizade. - Largar uma vida notívaga e limitada me embrenhando num amor de promover suspiros e vida pulsante. - Não me abalar com as críticas da família. - Ter honrado com todos os contratos que assinei, inclusive os que só mencionei. - Não ter feito da vida um jogo de compensações. - Ter me afastado de tudo que era nocivo, menos o chocolate.

Quero, com a implacável chegada da minha hora, lembrar que:

- Não precisei me abandonar para ser alguém por conta de outro alguém. - Deixei-me levar pelo vento ao invés de pessoas metódicas e controladoras. - Tive culhão para pedir as contas de todos os empregos que passei e fui em busca daquilo que me fazia necessário. - Tive dias que não queria ser aquele dia, mas sabia que após mais um por do Sol, viria aquele dia que eu tanto orava e pedia. - O peso dos meus equívocos e das minhas deficiências foram as dietas mais difíceis que tentei e fracassei, tentei e fracassei e continuo tentando...

Quero chegar ao final da minha jornada e ver que lá existe uma ponte e que essa ponte me levará a um outro caminho, com novos cenários, novas travessias e novos suspiros.

05agosto 2018
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A cidade da “segunda chance”

Quantas estradas você já viajou? Quantos percursos você já trilhou? Quais as paisagens que realmente se fixaram em suas melhores recordações? (mais…)

05agosto 2018
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Alice, num país sem maravilhas?

Observamos e apontamos os abusos e excessos alheios, mas permanecemos grande parte do nosso cotidiano deslizando os nossos dedos nas telas de um Smartphone. Será que temos consciência do labirinto de espelhos que estamos inseridos? (mais…)

03agosto 2018
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Bagagem moral

Se você acredita que essa vida é um estágio para o aprimoramento de vidas seguintes, este texto terá algum sentido. (mais…)

02agosto 2018
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Remanejamentos

Quando surge a ausência à perfeição se mostra onipresente.

Elas andam juntas, dependem mutuamente uma da outra para a sua sobrevivência sentimental. (mais…)

02agosto 2018
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Você é foda!

Eu poderia descobrir novos planetas, mas sem o brilho da sua Lua de nada resolveria o feito...

Eu poderia ser o primeiro homem a escalar o Everest sem o auxílio de equipamentos, mesmo assim, sem o teu reconhecimento, seria como subir numa escada para trocar a lâmpada da sala. (mais…)

31julho 2018
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Visitando minhas defesas

Nos últimos dias visitei alguns cômodos diferentes dos quais não estava acostumado a visitar, aliás, há algum tempo, não fazia ideia de como era dar um “olá” a mim mesmo e saber se estou bem ou precisando de algo...  (mais…)

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