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Sair nem sempre é a melhor saída

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16julho 2024
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Ao longo da nossa jornada, carregamos uma série de dependências e fugas psicológicas das quais, muitas vezes, nem sempre temos acesso ou mesmo entendimento disso.

 

As fugas nos ajudam a sair da realidade quando ela está pegando pesado, mas fugir demais é viver uma miragem afetiva, é viver uma ilusão de pseudo felicidade plena, e as redes sociais nos impulsionam a isso.

 

Mas que mal faz investir no virtual por horas a fio? Que mal faz consumir a vida alheia por meio das redes sociais? Que mal faz se chafurdar no videogame ou nas inúmeras séries que existem hoje?

 

Eu inverto a pergunta: Que bem que isso faz?

 

É tão fácil sair de um relacionamento, é tão fácil encontrar um culpado; por que não se sentar e dialogar? Por que não ficar e tentar de novo? Reconstruir, reconfigurar, reestruturar este casamento; essa história que levou anos para ser construída não pode ter o privilégio de uma, duas ou três oportunidades?

 

Sair, pular fora, fugir, abandonar, parece ser sempre a solução mais assertiva, isso porque nosso ego não permite uma zona de tranquilidade coletiva, e sim, uma zona de conforto individualista.

 

Pura ilusão! A pessoa pula fora imaginando que o mundo lá fora tá repleto de oportunidades, de pessoas do bem, de pretendentes atrativos e emocionalmente saudáveis.

 

Num mundo onde o investimento pela ausência está cada dia mais latente e pulsante, não é válido se apegar pelo apreço presencial? Sentir a energia da presença, se dedicar um ao outro e não ao Whatsapp que você não para de visualizar?

 

É triste a pessoa que está do seu lado pensar que você não quer estar do lado dela, que as redes sociais são mais interessantes que você, que qualquer assunto virtual é mais importante que a presença dessa pessoa.

 

Tenho a impressão que as inúmeras oportunidades que temos por minuto no dia a dia está criando em nós uma espécie de autoritarismo e ufanismo e, por isso, a permanência dá lugar ao impermanente, está mais fácil trocar do que investir, substituir por perseverar, desistir do que persistir.

 

Mas o resultado das nossas escolhas nos espera adiante, e, novamente, nos apegaremos avidamente a alguma dependência ou fuga psicológica.

 

Percebeu que o texto foi cíclico? Começou e terminou com o mesmo questionamento? Que deu uma volta e retornou do mesmo ponto de início?

 

Pois bem, se você não se atentar, sua vida também será assim.

 

 

 

 

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