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Dia do Homem

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15julho 2020
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Dia do Homem

Quando ouço a palavra "homem" me remeto diretamente a virilidade, mas não a virilidade dessa cultura falocêntrica que todos insistem em valorizar, inclusive o sexo oposto. Me refiro a virilidade incomum, que poucos a usam e que tantos poucos a enobrecem: a virilidade moral, o manuseio apropriado de suas ações e de seus neurônios, a busca pelo equilíbrio entre o físico e o espiritual, entre o medido e o desmedido, entre a coragem de se enfrentar e a comodidade em não se aceitar... Virilidade moral para muitos é tão desconhecido quanto a atmosfera de Marte, e tão desconcertante quanto relembrar os catetos da hipotenusa, by the way, tem muito homem por aí (ou seria macho?) cuja as atitudes primitivas, a postura crassa e o pensamento reducionista são tão idênticos quanto um triângulo equilátero. Uma coisa é certa: Sempre existirá o homem e o macho e sempre haverá demanda para ambos (anos de terapia podem explicar a frase). Mas e o machismo? O machismo é inato dentro de nós, mas ele pode se tornar um apêndice a ser extirpado, basta demolir certas patologias sociais. Basta entender que a "vagaba" e o "pegador" são tão iguais e inadequados quanto a "vagaba" e o "pegador". Que não há motivo de deboche nas pausas dramáticas de um homem, ninguém aqui veio com super poderes, o choro é livre e bonito. Que se uma mulher estiver bêbada significa que ela está bêbada e não que vai dar pra você! Castração analítica é ambivalente, se serve para você que ofendeu uma mulher trânsito, servirá para a sua irmã que também foi ofendida no trânsito. Na verdade, machismo e feminismo dependem de tolerância, senão vira antítese gramatical e social. Precisamos enxergar além do casulo. Inexiste homem perfeito, mas o homem ideal poderia dar valor também a outros tipos de suplementos, tais como: Indulgência, resiliência, tolerância, coletivismo... Triste é ver que nós homens (ou muito de nós) não ultrapassam a zona cômoda do modismo porque preferem deixar tudo como está e é aí que mora o problema: a prioridade incorreta das nossas reflexões. Aceitar-se que é imperfeito já seria um bom começo para buscar a perfeição, mesmo que ele só exista nos contos de fada.    

30abril 2019
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Será que a gente muda?

A genética é incrível, principalmente quando se trata de mudanças. A metamorfose é uma delas! Escrita no Templo de Delfus na Grécia antiga, Sócrates foi o primeiro bípede pensante a tentar decifrar e alertar que a metamorfose não se aplica somente ao reino animal, e dói tanto quanto para nós! Já imaginou a dor de uma lagarta entrando em sua crisálida e depois saindo como uma borboleta? As meigas joaninhas também passam pelo mesmo processo, abelhas passam, gafanhotos e mamíferos também. Se você almeja "voar" conscientize-se de que antes você passará pela dor da mudança. Para mudar, precisamos entender os efeitos da fotossíntese e a aprender com uma outra classe existencial, a das plantas. O reino vegetal nos ensina de forma simples que o que formula uma parte da nossa inteligência e existência é o fato de assimilar experiências e ensinamentos vida afora. De forma prática, a fotossíntese é definida como um processo em que a energia solar é capturada e as moléculas orgânicas são produzidas, ou seja, as plantas absorvem energia solar e a transformam para produção de seu próprio alimento. De forma simples, podemos entender que a planta retira gás carbônico do ar e energia do Sol. A metáfora/metamorfose é bem simples na escrita: O que estamos absorvendo do próximo? O que aprendemos das nossas falhas? Estamos aprendendo com o "gás carbônico" das pessoas ou estamos jogando pra dentro dos nossos pulmões sem propósito de cura ou de lição? E a energia? Estamos filtrando o que pode nos auxiliar em nosso longínquo e doloroso processo evolutivo? Somos Sóis! Mas insistimos tanto em sermos um buraco negro, engolindo a luz dos outros, ao invés de refleti-la e iluminar galáxias. Se somos uma muda, será que uma muda não muda para se tornar uma frondosa árvore cheia de frutos? A natureza, embora silenciosa, é uma encantadora professora! A opção do aprendizado é nossa; podemos rastejar a vida inteira ou voar, a escolha é nossa.

28abril 2019
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Suicidas indiretos

O silêncio soa como um universo paralelo ao nosso; está ali, aqui, em qualquer mísero espaço entre uma partícula de O2 e um átomo.

  Apreciá-lo não precisa de convite, basta fazer algo simples e que todos nós temos homérica dificuldade: Calar-se.   Desaprendemos a simplesmente respirar e ficar quieto ao mesmo tempo; todo mundo clama por uma fala, seja para mostrar seu entendimento, seja para ser participativo ou para se fazer necessário.   É uma era onde todos suplicam serem necessários, porém, sendo cheios de vazio, estranho, não? Falas inúteis justificando o injustificável.   O mundo ta barulhento mesmo, um barulho sem sentido, não tem harmonia, não é sincopado, nem composição lírica tem... Ta longe de ser algo que lembre uma música.   Mas nesse barulho desafinado, e como resultado dessa equação de sons, dá pra ouvir espelhos se partindo e seus cacos criando um repique no chão. Milhares deles, como se fosse uma chuva torrencial de reflexos partidos em pleno solo.   E o que vemos nos dá uma oportunidade única de reforma íntima: Imagens.   Imagens partidas são egos rachados, deixe de lado sua vaidade desnecessária e preste atenção.   Imagens não tem som, mas tem significado! É uma arte tal qual a Capela Sistina de Michelangelo, a Monalisa de Da Vinci, O Grito de Munch...   Mas de todas, eu fico com a de Francisco Goya: "Saturno devorando um filho". Ela sintetiza o que nós fazemos com a nossa imagem egocentrista e com o silêncio.   Precisamos aprender que muitas vezes vale mais a pena engolir o orgulho em prol do amor do que sofrer por deixá-lo morrer.   Somos todos suicidas indiretos.

11fevereiro 2019
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Você acha que a nossa sociedade está pesada?

Engano seu! Está mais leve que um grão de poeira em pleno aviso de chuva.

Difícil ser pesado (no sentido de consistente, denso e intenso da palavra) quando os egos estão inflados e "cheios" de si.

A dieta de hoje não é da intolerância a lactose, e sim da impaciência, da empatia, do pensar coletivo, do orar pelo próximo e da falta de interpretação de texto...

O que sai da boca logo cai numa peneira velha e furada e a polpa do real significado daquilo que se tentou dizer vai pro ralo.

Insegurança! É mais fácil agredir do que entender, é mais fácil fugir do autoconhecimento e da reforma íntima do que iniciar um julgamento pensando pelo bem.

Sim, todo mundo julga, mas julga errado, julga mal... Já que vai julgar de qualquer jeito, julgue pelo bem, aposte no ser, invista que dele sairá boas intenções. Pra que começar pelo mal? Deixe o bem mostrar que ele faz bem!

Mentes vazias! O selfie é mais importante que o bom dia. As curtidas, os seguidores, a preocupação em ser um formador de opinião é a bola da vez, num jogo de sinuca onde a mesa tá desnivelada, tá manca e o taco tá sem ponta.

A mesa é a nossa sociedade, pesada. A bola são as nossas opiniões, onde tentamos empurrar caçapa abaixo, custe o que custar. O taco?

Bem, o taco deveria ter na ponta um retalho branco sendo movimentado pra lá e pra cá...

Paz, quero paz e sei que muitos também querem, a questão é que já tem muita gente pegando este retalho, juntando suas pontas, colocando tudo dentro e dando área.

Afinal de contas, é melhor fazer a trouxa do que ser o trouxa.

 

08fevereiro 2019
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Você se aceita ou se maquia?

Como você educa seus valores morais? Você os educa?

Como você potencializa a sua humildade? Ela tem importância para você?

Como você lapida o seu orgulho? Você sobreviveria sem views, sem seguidores e sem likes?

Você tem preguiça de enfrentar seus defeitos? Você os terceiriza?

De fato, há muitas coisas na vida as quais somos impotentes para resolver: O ambiente ao qual fomos criados, perdas não explicadas, abusos não resolvidos, situações humilhantes jogadas debaixo do tapete, eventos do mundo exterior... ... ...

Parabéns! Somos semelhantes, além do hereditarismo, além da moda, além da massa de manobra e com um miasma idêntico a toda espécie: O nosso ego!

O que muda é como você o nutre e onde você o coloca. Para descobrir qual o posto que você o elegeu é simples:

- Ao invés de enchê-lo de maquiagem, esteja com ele de forma construtiva, aceite de boa as espinhas, as rugas, a pele oleosa e o cabelo ao vento.

- Você precisa fazer pose sempre? As vezes é mais sedutor ser espontâneo do que instantâneo.

- Você protege tuas fraquezas criticando a direita ou a esquerda? Adote os conceitos da geometria, uma linha reta é infinita, já pensou a expansão disso?

- Necessidade exagerada em opinar? Como você pretende se simpatizar com a opinião dos outros se você está focado somente em si?

- Muito selfie e pouco self? Lembre-se que o ego é um complexo cujo o núcleo é o self, dê mais selfies em seu self!

- Você precisa de holofote? Veja quanta luz tem dentro de você!

Perceber é tão mais prático do que esconder ou entorpecer. Abandone a síndrome da casta elitizada e perfeita, das fotos impecáveis, dos sorrisos irretocáveis, das proas das lanchas ou das selfies dentro de jatinhos e os ângulos sempre perfeitos.

Enquanto não inventarem um embelezador da vivência humana, seremos todos iguais, com gordurinhas localizadas, olheiras, suor, cabelos rebeldes e insatisfeitos com alguma coisa.

Você já se perguntou alguma vez se seu ego serve para alguma coisa ou se você o serve para algo?

05fevereiro 2019
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Adubos racionais

Em breve, seremos adubos metidos a besta!

Me impressiona a prepotência humana: Irrefutavelmente seremos pó e depois adubo para micro-organismos insignificantes, mas que aguardam pacientemente o dia que passaremos da constelação para a cova.

Constelação porque muitos creem que são maiores (ou mais importantes) que seu corpanzil físico a ponto de acharem legítimo apenas as suas convicções e pensamentos, em uma espécie de grandeza hiperbólica e hedonista.

Palpitam veementemente na vida alheia, estipulam regras, são mestres em arquivar mágoa e relembrar ressentimentos, veteranos egoístas até mesmo em dar passagem no trânsito e mal educados quando esbarram com outro corpanzil, que talvez seja até mais egocêntrico que o dele.

O mundo dos holofotes nunca esteve tão sem luz quanto agora, me refiro a luz da alma, dos valores intangíveis e não das marcas que você usa ou das viagens que você fez (isso é preço).

Preço é coisa de adubo, por isso Deus determinou nossa jornada existencial na matéria como "nascimento, aprendizado e morte" com tanta sapiência.

Já imaginou se fôssemos eternos em nossa ignorância?

 

25outubro 2018
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Quanto tempo vive uma borboleta?

Algumas espécies (grande maioria) vivem durante duas a quatro semanas, o suficiente para cumprir a sua missão; alimentar-se e procriar a espécie.

Sim, elas não perdem tempo, como diz o dito popular atual, vão lá e fazem, tá pago!

Pasmem, tem espécie que sobrevive a míseras 24 horas. Míseras? Não! Depende do propósito; uma minhoca não sofre de depressão por ser uma minhoca, ela simplesmente o é! Assim como um preá, um cavalo marinho ou uma pulga.

Qual a graça que se vê num caramujo? Talvez você nunca tenha reparado nesse molusco, mas algo nos serve de aprendizado: a pressa não faz parte do seu cotidiano, e mesmo assim, ele cumprirá sua missão.

O sentido da vida só faz sentido quando entendemos que a direção é muito mais importante que a velocidade. "Pensar curto" é reduzir o ângulo de visão e limitar toda a nossa complexidade, a nossa perseverança e a nossa fé acerca da nossa existência.

Embora alguns ignorem, somos dotados de um cérebro super complexo, recheado de emoções, recordações, sensações, dentro de uma estrutura social criada por nós extremamente intricada e detalhista, na qual criamos milhares de motivos para ir além de uma simples existência, porém, nem sempre efetiva em seu objetivo.

Ninguém quer ser simples, qual seria a graça de ter uma vida sem preocupações, sem ambição, sem planos e metas?

Será que a consciência da morte nos faz sermos apressados? Saber que um dia deixaremos de acordar, reclamar, suspirar, transpirar, gritar, vibrar nos faz seres ansiosos interpelando etapas e vivendo a passos largos?

Inventamos problemas, criamos complicações, queremos sempre mais do que merecemos, reclamamos do que não temos e invejamos membros da própria espécie.

Já imaginou se os membros de clãs formados por leões, lobos e hienas tivessem inveja um do outro?

Eles sobrevivem porque vivem do necessário e compartilham desse necessário fazendo com que todos do grupo se sintam necessários.

É difícil viver? Vou viver o tempo necessário para ser necessário e cumprir a minha missão?

O mundo natural está repleto de exemplos enriquecedores: Algumas espécies vivem por horas, dias ou semanas, enquanto que outras vivem por anos, décadas...

Entretanto, nenhum animal de nenhuma espécie sofre de crise existencial; eles nascem e cumprem sua missão, sem perder tempo com besteiras.

Pense melhor ao ver um caramujo ou uma borboleta; a vida só é medíocre para aqueles que apequenam a sua grandiosidade.

31julho 2018
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Visitando minhas defesas

Nos últimos dias visitei alguns cômodos diferentes dos quais não estava acostumado a visitar, aliás, há algum tempo, não fazia ideia de como era dar um “olá” a mim mesmo e saber se estou bem ou precisando de algo...  (mais…)

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