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Longe do real significado

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23abril 2018
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Ultimamente eu venho sentindo uma solidão cultural. Difícil encontrar algo que pulse meu intelecto, e não digo isso me pondo em um pedestal, as coisas simples, porém inteligentes afagam qualquer cérebro que pensa… Ao contrário disso, só to vendo arte capitalista, voltada para enriquecer determinados grupos… 

E por falar em solidão… 

Ás vezes eu vivo na solidão! Antes não a conhecia, foram as circunstâncias da vida que me apresentaram. Não faço dela um modo de vida, mas por vezes ela é um mal necessário. Ela é vital para se redescobrir a si mesmo, saber quem eu sou e o que pretendo ser adiante, daqui a um semestre ou no próximo verão. Isso não importa, uma vez que o tempo seja um mero atuante nessa peça teatral intitulada: Vida! 

Solidão é cíclica, é latente, é passional, é efusiva, é enfadonha, é visceral, é extremista e totalmente separatista. É um ambiente convexo onde suas sensações rodam sempre no mesmo lugar. Solidão não é estar ou chegar ao fundo do poço, isso é depressão! Solidão é reflexão, é o contato direto com meu interior e não tem nada a ver com permanência, talvez com embriaguez ou com o orgulho de ficar só! 

A solidão sempre foi marginalizada por anônimos, por aspirantes e por escritores. Dos milhões de significados existentes sobre a solidão, o tema é sempre o mesmo: Associam a solidão com a falta de uma pessoa ou com a falta de amor. Pura inteligência artificial! 

Solidão é ouvir George Michael – “Kissing a fool” num dia nublado de domingo.  

Colocamos a culpa na solidão dando-lhe uma fama indecorosa e injusta a qual nós somos os progenitores. Criamos a solidão até mesmo quando estamos em um aposento repleto de pessoas, mas o seu conceito é totalmente dissimulado e desconexo. Todos confundem o significado da solidão. 

Intimamente falando, solidão é algo inspiracional! Me arranca de uma realidade verdadeira e me faz viajar numa realidade fictícia, próximo de uma utopia. Sem dramatizações mexicanas a qual prefiro concluí-la com alguns trechos das explicações do poema de Fátima Irene Pinto: 

“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência! 
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade! 
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio! 
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente… Isto é um princípio da natureza! 
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância!” 

Só há solidão porque vivemos com outras pessoas!

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